Além de roupa: Moda é social, ambiental e cultural

De uns anos para cá, pautas como sustentabilidade e meio ambiente estão cada vez mais frequentes. Diante dos últimos episódios ecossistêmicos, debates sobre o impacto da indústria e do consumo exagerado de bens chegaram até o mundo da moda. Dados trazidos pela pesquisa Possibilidades Para Moda Circular no Brasil – Padrões de Consumo, Uso e Descarte de Roupas, mostram que 97% das pessoas acreditam que o setor de vestuário está relacionado, e muito, com as alterações climáticas, assim como provoca impactos sobre o meio ambiente.

Essa maior percepção das pessoas quanto a relação da indústria da moda com as questões ambientais e climáticas, provada pelo levantamento feito pela mídia independente Modefica, a consultoria Regenerate Fashion e o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces), é reflexo de uma busca maior por informação e a preocupação em ser responsável. “Diversas pesquisas mercadológicas mostram que os consumidores estão dispostos a pagar mais, se puderem, por marcas que estejam comprometidas com a sustentabilidade”, afirma a equipe do naoemoda, perfil no instagram engajado no tema. Isso porque, como eles ressaltam, uma marca perde público consumidor quando se envolve em polêmicas de cunho social ou ambiental.

De acordo com a mesma pesquisa, tal preocupação é o que influencia a decisão de 38,4% dos participantes questionados, que disseram estar dispostos a pagar até 30% a mais por produtos com responsabilidade socioambiental. “Com o crescimento do movimento Slow Fashion o despertar ecológico está mais presente nas pessoas, a moda sustentável tem ganhado forças”, acredita Elisa Amaral, publicitária e proprietária de um Brechó em Brasília.

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